Santa Verônica Giuliane 1660 - 1727

Verônica Giuliani nasceu no dia 27 de dezembro de 1660 em Mercatello (Urbino), na Itália. Era a filha caçula de Francisco Giuliani e Benedita Mancini. Recebeu no batismo o nome de Úrsula. Teve seis irmãs, das quais duas morreram ainda quando bebês e três se tornaram clarissas como ela.

Sua mãe morreu aos quarenta anos de idade, deixando a pequena Úrsula com apenas sete anos. No leito de morte, a senhora Benedita chamou suas cinco filhas e confiou cada uma delas a uma das chagas de nosso Senhor Crucificado. Úrsula foi confiada à chaga do lado do Cristo. Esse gesto marcou profundamente a vida da nossa santa.

Desde os primeiros anos de vida, Santa Verônica sentia uma forte sede espiritual. Sua alma ansiava pelas coisas de Deus de um modo singular e diferente das demais crianças. Ela deixou registradas em seu Diário diversas experiências místicas acontecidas desde sua infância. Uma das mais belas aconteceu quando ela, ainda bem pequena, viu o Menino Jesus entre as flores do seu jardim. Tendo desaparecido, ela não parava de buscá-lo por todos os lugares, dando a impressão de que tivesse ficado louca. Ainda quando criança, querendo imitar os santos mártires, gostava de se dar às mais diversas mortificações. Certa vez encheu suas pequenas mãos com várias brasas, sofrendo horrendas queimaduras para o desespero de seus familiares.

Entre 1669 e 1672 Úrsula com suas irmãs e seu pai foram morar em Piacenza. Aí ela fez a sua primeira comunhão aos 02 de fevereiro de 1670. Mais tarde ela escreverá: “Lembro-me de que na noite precedente não pude dormir. Parava um instante e pensava que o Senhor viria a mim... Ao receber pela primeira vez a comunhão tive a impressão de que ia sair de mim mesma... Senti tamanho calor que fiquei toda abrasada... Sentia o coração como que queimando e não conseguia ficar tranqüila”.

CIDADE DE PIACENZA

 

Desde os nove anos de idade Úrsula sentia muito forte o desejo de se consagrar inteiramente a Deus: “Quanto mais crescia na idade maior era o desejo de ser monja. Eu o dizia mas ninguém queria acreditar e todos me contrariavam. Em particular meu pai que chegou a chorar e dizia que não queria em absoluto e para me tirar daquele pensamento muitas vezes convidava à casa pessoas amigas e na presença delas oferecia-me a oportunidade de folguedos, recreios e passeios”.

Em 1672 o pai de Úrsula a envia com suas irmãs de volta a Mercatello para morar com o tio Rasi. Tornou-se uma jovem bela, inteligente, divertida e admirada pelos rapazes. Muito tempo depois dirá uma religiosa que conviveu com ela: “Desde menina tinha rosto risonho e tal o manteve também no mosteiro”. Apesar de muito atraente, rejeitava sempre qualquer pedido de namoro, já que seu coração sempre pertenceu ao amado Jesus. Ela chegou até aprender a lutar com espadas (esgrima) porque certa vez ouviu uma voz misteriosa que dizia: “Para a guerra! Para a guerra!” Só mais tarde ela entenderá que se tratava de outro tipo de guerra. Muitos dos traços desta jovem de caráter vivo e ardoroso nos fazem recordar do jovem Francisco de Assis antes de sua conversão. Certa vez ela escreveu: “em casa todos me apelidavam de ‘fogo’, pois por todos os estragos que aconteciam era sempre eu a culpada”. Sua mãe Benedita dizia: “Tu és aquele fogo que eu sentia nas entranhas enquanto estavas no meu seio”.

Úrsula teve conhecimento de que em Città di Castello havia um mosteiro de irmãs clarissas capuchinhas, admirado por todos por causa da austeridade de vida que ali se levava. Sentindo grande atração por aquele estilo de vida, foi até lá na esperança de ser acolhida por aquela comunidade religiosa. Não teria entrado se não fosse a providencial ajuda do bispo Giuseppe Sebastiani que, passando pelo mosteiro, quis examinar aquela jovenzinha. O bispo daquela cidade ficou tão admirado com o ardor vocacional de Úrsula e não menos pela sua inteligência e sabedoria que imediatamente pediu às capuchinhas para que recebessem aquela jovem vocacionada.


Em 1677, aos dezessete anos de idade, com imensa alegria ingressou no mosteiro das clarissas capuchinhas de Città di Castello e aí recebeu o nome de Verônica. Nesta clausura ela permanecerá por cinqüenta anos consecutivos. Sua história foi tão marcada pelo sofrimento que seu lema bem que poderia ser: Sofrer por amor! Jesus a atraiu cada vez mais para a cruz e quis que ela experimentasse do seu padecer pela humanidade. Ao longo dos anos ela participou com muita paciência de todos os tormentos da Paixão de Cristo culminando com a sua estigmatização na Sexta-Feira Santa de 1697.

Ela assumiu os diversos trabalhos no mosteiro com profunda humildade. Foi mestra das noviças por muitos anos e nos últimos tempos de sua vida tornou-se uma abadessa exemplar.

A pedido do seu confessor, Santa Verônica escreveu ao longo de trinta e quatro anos as suas experiências espirituais e místicas. Graças a esse Diário de 22 mil páginas manuscritas nós podemos conhecê-la mais profundamente. Esta santa percorreu um caminho de santidade baseado no desejo de se conformar cada vez mais a Jesus, e este crucificado. Certa vez apareceu com a cabeça toda ensangüentada por ter recebido misticamente a coroa de espinhos de nosso Senhor. Costumava passear pelos jardins à noite com uma cruz pesadíssima, vestida com um hábito cheio de espinhos lembrando-se do amado Jesus que se entregou por nós.

Instruída pelos ensinamentos franciscanos, Santa Verônica teve aquele mesmo desejo do pai seráfico: sentir no corpo e na alma, tanto quanto lhe fosse possível, aquele mesmo amor e aquela mesma dor que Jesus experimentou em sua Paixão. Recordando o dia 05 de abril de 1697, ela escreveu em seu Diário:

“De repente eu vi sair de suas chagas cinco raios resplandecentes que chegaram até a mim, pareciam pequenas chamas de fogo. Em quatros deles havia os cravos, no quinto uma lança de ouro toda em brasa que transpassou o meu coração enquanto os demais se cravavam nas mãos e nos pés”.

Em seu Diário ela escreveu e desenhou como era o seu coração. De fato, pela autópsia foi revelado o que já tinha sido afirmado por ela. No coração da santa foram encontrados misteriosos desenhos dos instrumentos da Paixão do Senhor: cruz, lança, martelo, cravos, açoites, coluna da flagelação, etc.

Seu amor para com a Virgem Maria sempre foi de muita profundidade, mas a partir de 1700 essa sua singular relação para com a Mãe de Deus se intensifica cada vez mais. No seu Diário ela descreve experiências fortíssimas a esse respeito. No dia 21 de novembro de 1708 ela se oferece totalmente à Virgem declarando-se sua criada. Verônica escreve no seu Diário que em uma espécie de visão provou de dois cálices: um cálice continha o sangue de Cristo e o outro continha as lágrimas da Mãe de Jesus.

(DIANTE DESSE QUADRO A PEQUENA ÚRSULA CONVERSAVA COM A VIRGEM MARIA)


Por causa dos fenômenos extraordinários ela foi submetida por diversas vezes a interrogatórios e humilhações prolongadas tanto por parte dos oficiais do Santo Ofício quanto por parte de suas superioras. Sofreu com paciência as mais diversas disciplinas: afastamento de suas irmãs de hábito, proibição de falar com outras pessoas, controles contínuos, etc. Somente a partir de 1716, com a idade de 56 anos, é que o Santo Ofício a deixará em paz.

Nesse mesmo ano de 1716 ela é eleita abadessa do seu mosteiro e neste serviço ficará por onze anos até sua morte. Durante esse tempo as vocações se multiplicaram, o mosteiro foi ampliado e até água encanada foi colocada para aliviar o trabalho das irmãs.

A partir de 1720 passa a escrever o seu Diário sob o ditado da Virgem Maria até o dia 25 de março de 1727, festa da Anunciação, quando finalmente conclui essa sua obra.

As visões de Verônica constituem um testemunho escrito de extremo interesse literário e espiritual: da descrição da primeira visão, que Verônica teve a idade de quatro anos, àquelas mais complexas e simbólicas, longo um caminho de aprofundamento interior com a finalidade de superar os próprios limites da personalidade individual para chegar à meta sublime, isto è, dentro do seu ser, da sua alma entender e transformar-se no paraíso.

Talvez não existe na história mística uma outra Santa como Verônica Giuliani, que nos tenha deixado tantas descrições de visões quanto encontramos percorrendo os seus escritos. Na sua vida ela teve por muitos anos pelo menos uma visão ao dia.

Verônica Giuliani, que foi definida a "mística da expiação", constitui na história das escrituras espirituais um caso único, estranhamente fascinante. Em trinta e cinco anos ela escreveu, com ordem dos vários confessores, cinco biografias, como 22.000 páginas manuscritas, quarenta e dois grossos volumes, mais de seis mil páginas imprimidas.

As visões, em geral, são antecipadas por Verônica de dois momentos: o recolhimento e o êxtase.

Santa Verônica experimentou de maneira misteriosa a pena da privação de DEUS, que são submetidas as almas que estão no Purgatório: e a pena das penas, ela escreverá; a privação de DEUS, se não fosse por um instante, seria capaz de nos fulminar. Saber, por luz interior, que falta o Bem Supremo. Fogo, gelo, lâminas afiadas e todos os suplícios que se possam imaginar, o que é tudo isto em comparação a tal pena?

Sua vida terrena chegou ao fim no dia 09 de julho de 1727. Vivera sessenta e sete anos abrasada naquele divino amor e agora podia ser toda dele, sem nenhuma reserva. Antes de morrer experimentou trinta e três dias em terrível sofrimento e agonia. Suas últimas palavras foram: “Encontrei o Amor, o Amor se deixou contemplar”.

A Santa Igreja a beatificou em 1802 e a canonizou em 1839. Em 1980 os bispos da Umbria avançaram um pedido à Sagrada Congregação para as causas dos Santos, de declará-la Doutora da Igreja.

Seu Corpo encontra-se milagrosamente incorrupto até os dias de hoje e exposto na Igreja do Mosteiro das Capuchinhas na cidade de Castelo, Itália.

 

NAS APARIÇÕES DE JACAREÍ - SÃO PAULO - BRASIL, SANTA VERÔNICA gIULIANI APARECEU PELA PRIMEIRA VEZ NO DIA 01 DE NOVEMBRO DE 2009. EIS SUA PRIMEIRA MENSAGEM:

 

Aparição e Mensagem de Santa Verônica Giuliane no dia 01 de novembro de 2009 ao Vidente Marcos Tadeu Teixeira

(Festa de todos os Santos)

 

 (MARCOS): “Bela princesa do Céu, quem sois vós?”

 

SANTA VERÔNICA GIULIANE: “-Marcos, Eu Sou VERÔNICA GIULIANI... Serva de DEUS e da Virgem Maria.

Minha alma foi sempre abrasada do mais puro e intenso ‘Fogo de Amor’ pelo SENHOR e por Sua Mãe, enquanto Eu ainda vivia aqui na terra. Meu Amor  foi tão intenso que Me valeu a Graça de receber em Meu Corpo, os Estigmas da Paixão de Nosso Senhor JESUS CRISTO!

Pela Graça de DEUS, pela união sobrenatural da Minha alma com o Seu Coração, com Sua Vontade e Seu Divino Beneplácito, tornei-Me um outro Cristo; um outro Cristo Crucificado... Tornei-Me uma cópia perfeita da Senhora das Dores; com o Seu Coração transpassado por Setas de Dor!

Na Minha alma, o fogo do Amor puro e sobrenatural que Me consumia, era tal, que Eu não podia deixar de, a todo momento, consumir-Me nesta ‘Fornalha de Amor’, sem contudo, nunca jamais parar de doar-Me ao SENHOR, nem de consumir-Me como a cera ao calor do fogo, sobre o Altar do DIVINO PAI.

Quando a alma está cheia, está possuída por um tal Amor, semelhante àquele que Eu tinha, ela também não sabe viver, senão consumindo-se de desejos de amar ainda mais ao SENHOR! E um ‘não sei o quê’ de desejo que a consome, faz com (que) ela não encontre descanso em nenhuma outra coisa fora de seu Amado. Por isso, a alma que ama de todo o coração o SENHOR e a Sua Mãe, não encontra repouso, nem alívio, nem alegria, nem gozo e nem satisfação plena em nada que não seja n’Eles, em nenhum outro amor fora do Amor d’Eles.

Por isso, a alma que está consumida pelo ‘Fogo’ do Amor Divino, não tem outro descanso senão o CORAÇÃO DE JESUS, senão Suas Chagas, Sua Vontade adorável, senão o Coração Imaculado de Maria e o Amantíssimo Coração de São José, com Suas Dores.

A alma que ama, não encontra Paz em parte alguma, aonde quer que vá, que não seja nos Braços, no Colo do Seu Bem Amado SENHOR, Nosso Senhor JESUS CRISTO! A alma O procura! A alma O busca! Para ela, não há trabalho que seja grande, penoso ou árduo, ou bastante, que a faça parar na busca do seu AMADO, na busca do seu SENHOR, no desejo de conhecê-Lo, encontrá-Lo, abraçá-Lo, unir-se com Ele para sempre com laços feitos de ‘fogo puro’, ‘fogo de Amor puro’! E mesmo que a alma tenha que procurar até os confins da terra o seu SENHOR, ela O procura, ela não descansa... E quando O encontra, então, a alma regozija-se, a alma rejubila, a alma finalmente descansa na Paz da posse do Bem tão procurado, do Sumo Bem tão desejado, do Sumo Bem tão anelado pelo seu coração. Por isso, a alma goza quando encontra-se com o seu Bem Amado... E outro amor já não quer, nem deseja fora d’Aquele, senão Aquele.  E em tudo que ela faz, imprime com selo distintíssimo deste Amor, o selo indelével[1] deste Amor; que não é apagado; nem pelo tempo, nem pela dor, nem pelo sofrimento, nem mesmo pelos espíritos infernais, nem por criatura alguma! Pois como disse o Apóstolo: “-O Amor é forte como a morte!” Sim! Sua força é tal, que quando Ele se imprime numa alma, não pode mais detê-la, não pode mais fazê-la parar e em tudo aquilo que ela faz, imprime valor eterno. Por isso, tudo que a alma que ama o Sumo Bem, que ama o SENHOR de todo o coração, em tudo o que ela faz, se vê, se sente, se prova, se saboreia o Selo, o Sinal do ‘Verdadeiro Amor’. Amor Verdadeiro... Amor Eterno... Amor que os Santos, que Nós, os Bem-Aventurados, quisemos acima de tudo,  procuramos acima de tudo, e que a tudo renunciamos para O poder possuir. Amor Divino... Amor de DEUS... Amor Eterno e Sobrenatural... Bem Incomensurável... Bem Incomparável que nada, nenhum tesouro, amor ou coisa desse mundo pode a Ele se comparar, ou então sobrepujar em valor. Amor... que se a alma O possui, tem tudo, nada lhe falta; conseguiu o ‘Sucesso’, alcançou a ‘Palma do Triunfo’, conquistou a ‘Coroa da Suprema Felicidade’ que o ser humano deseja e procura, infelizmente,  neste mundo de coisas passageiras, ilusórias, mentirosas e caducas!

Bem-aventurada a alma que se abrir a este Amor! Que aceitar dentro de si este Amor, e que der para Ele o trono do seu coração e da sua vida. Pois, que nessa alma, o Amor de DEUS irá, de Triunfo em Triunfo; de Vitória em Vitória; de Obra em Obra; de Fruto em Fruto de Santidade. E nesta alma, o Amor do Sumo Bem se comprazerá, ali descansará, armará a Sua tenda e conviverá com ela para sempre!

A todos vós, neste momento, abençôo e digo: SEGUI NESTA ESCOLA DE SANTIDADE DA MÃE DE DEUS!... SEGUI PELO CAMINHO DO PERFEITO AMOR, AO QUAL ELA, SÃO JOSÉ, O SENHOR E NÓS, OS ANJOS E SANTOS, TEMOS VOS GUIADO AQUI DURANTE TODOS ESSES MESES! SEGUI CADA DIA NO DESPREZO DE VÓS MESMOS, NO AMOR SUBLIME A DEUS E NO DESEJO DE SERDES CADA VEZ MAIS CONFOME COM A VONTADE DE DEUS. EU PROMETO IMPRIMIR NOS CORAÇÕES DE TODOS AQUELES QUE ME PEDIREM, AS CHAGAS DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, OU SEJA: - UM VIVO AMOR PELOS SOFRIMENTOS DO SENHOR; - UMA VERDADEIRA COMPAIXÃO PELOS SOFRIMENTOS DELE E DA SENHORA DAS DORES; - E UM VIVO AMOR PARA COM TODAS AS SANTAS CHAGAS DO SENHOR. - E PROMETO LEVAR ESTAS ALMAS A UMA PERFEITA, ARDENTE E PROFUNDA UNIÃO DE AMOR COM NOSSO SENHOR CRUCIFICADO.

A todos, a todos vós, abençôo agora, aqui, Nesta Capela, Neste Local Sagrado, que para Nós, Os Santos do Céu, é mais querido, é mais precioso do que todo o restante do mundo. E neste momento, vos deixo a Paz!...”

 

[1] indelével: que não se dissipa; indestrutível:

 

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