Santa Catarina de Alexandria

 

Santa Catarina de Alexandria nasceu de família nobre e estudou muito. Quando tinha apenas dezoito anos, se apresentou ao imperador romano Maximus, que fazia uma violenta perseguição aos cristãos sob acusação de culto a falsos deuses. Chocado com a audácia da jovem, mas incapaz de responder a seus argumentos, Maximus reuniu vários sábios com o objetivo de fazer Catarina abandonar sua fé. Mas ela sempre terminava vitoriosa aos debates e graças à sua eloqüência, chegou a converter ao cristianismo alguns de seus adversários, que foram sentenciados de morte. Furioso por estar sendo derrotado, Maximus prende Catarina. A imperatriz, curiosa por conhecer a jovem que desafiava seu marido, vai acompanhada de Porfírio, chefe das tropas, até a prisão. Catarina também os converte e eles são martirizados. Catarina é condenada à morte na roda de tortura, mas basta que ela encoste na roda para que ela se parta e mate vários pagão que assistiam. O imperador, enraivecido, ordena que ela seja decapitada. Depois de sua morte, anjos desceram dos céus e levaram seu corpo para o Monte Sinai, onde, posteriormente, se construiu uma igreja e um mosteiro em sua honra. Por ter vencido o debate com vários sábios, Santa Catarina de Alexandria foi declarada padroeira dos estudantes. O Monastério de Santa Catarina, no Monte Sinai é renomado e é um dos mais velhos da cristandade. O arquiteto começou a construir suas paredes em 542 DC. Séculos mais tarde, guiados por um sonho, os monges desse monastério encontraram um corpo de mulher que eles tomaram como sendo o de Santa Catarina, que milagrosamente teria sido levada de Alexandria para a Palestina por anjos.

Os filósofos estavam na moda na alta sociedade de Alexandria e Catarina era devotada aos estudos e ela tinha uma boa cultura antes de alcançar os 18 anos. Durante seus estudos ela aprendeu sobre Jesus Cristo. Catarina foi convertida por uma visão de Nossa Senhora e do Divino Infante. Quando o Imperador Maximinus começou sua perseguição aos cristãos, Catarina foi ao imperador e o censurou pela sua tirania. Não conseguindo contra argumentar com ela, ele chamou vários de seus filósofos para com ela confrontar. Após eles admitirem que estavam convencidos pelos seus argumentos, o imperador furioso sentenciou que ela fosse queimada. O imperador se ofereceu para casar-se com ela, mas ela recusou porque Cristo já havia aparecido a ela pessoalmente e colocado um anel em seu dedo ( como Santa Catarina de Senna). Por esta razão os cristãos gregos a chamam ‘AEkatharina” isto é ‘sempre pura”. Ela foi açoitada por soldados durante horas e depois presa enquanto o imperador partiu para inspecionar um campo. Sua cela ficou cheia de pombos e Cristo apareceu para ela em uma visão. Quando o imperador retornou, ele encontrou sua esposa Faustina e um oficial de nome Porphyrius, que haviam ido visitar Catarina por curiosidade, convertidos e outros 200 homens da guarda imperial também convertidos. Todos foram condenados à morte. Catarina foi sentenciada a ser morta na roda de navalhas conhecida como a Roda de Catarina. Quando ela foi colocada na mesma, as algemas partiram-se e a roda quebrou e as navalhas saltaram para fora matando alguns dos espectadores. Finalmente ela foi decapitada, mas de suas veias saíram leite, em vez de sangue. Diz-se ainda que por muitos anos, óleos continuaram saindo de seus ossos e este óleo era um santo remédio na medicina da época, curando muitos doentes . Em 527 o Imperador Justiniano construiu um monastério fortificado para os eremitas do Monte Sinai e o corpo de Catarina supostamente foi para lá levado no século 8° ou 9°. Desde então ele tem o seu nome. Ela é uma dos “santos ajudantes” que foram altamente venerados, tanto individualmente como um grupo, durante a Idade Media. Santa Joana dÁrc ouviu e seguiu fielmente a voz de Santa Catarina e de Santa Margareth. Talvez o Senhor deu Catarina a Joana para ajudá-la no debate com os famosos teólogos. A paixão de Catarina é a mesma de Joana, a qual conhecemos com detalhes. Joana é a Catarina dos tempos modernos. É uma mulher, uma santa, uma filósofa como Catarina e não é preciso ser a filha de um rei; da Virgem Maria e do Nosso Senhor é suficiente. Sem dúvida Catarina tinha a simplicidade de uma pastora, embora a filosofia e religião nunca são encontrados em perfeita harmonia. O que interessa é a fé pura e simples. Por causa dos argumentos com os filósofos ela é considerada a padroeira dos filósofos. Catarina é também a padroeira dos estudantes, dos livreiros, das jovens e dos fabricantes de rodas. Ela é padroeira das enfermeiras porque ao sangrar o seu sangue era leite. É ainda a padroeira dos fazedores de selas, de cordas, dos estudantes de teologia da Universidade de Paris, e dos pregadores. Seu emblema é uma roda com laminas. Ela é mostrada como uma virgem mártir, como uma jovem linda, segurando um livro ou a roda; às vezes é mostrada coroada pelos anjos e as vezes misticamente casando-se com o Divino Infante e visitando a Imperatriz Faustina na prisão; ou ainda com Cristo colocando um anel em seu dedo.

 


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